Estudiosos atribuem a invenção da engrenagem aos chineses, que a teriam usado para movimentar máquinas rudimentares com que produziam vasos de cerâmica, cerca de 5.000 anos atrás. No Império Romano elas tinham uso ainda incipiente, na moagem de grãos, e só começaram a aparecer mais a partir da Idade Média, em particular com a produção dos primeiros relógios mecânicos. Depois da Revolução Industrial, na segunda metade do século XVIII, a engrenagem passou a fazer parte do cenário manufatureiro e hoje é artefato presente em praticamente todos os setores de produção industrial.
Há diversos tipos de engrenagens – como a cilíndrica helicoidal, a cônica paloidal, a cilíndrica reta, coroas, pinhões, hipóides e cremalheira, entre outras. E seu uso hoje está presente em praticamente todo produto que requer transmissão de movimento – como veículos, barcos, teares, tratores, máquinas perfuratrizes de petróleo, turbinas, máquinas de moagem, de mineração e uma infinidade de outros equipamentos.
Talvez a mais usada das engrenagens seja a do tipo helicoidal. Na indústria automobilística, por exemplo, ela é o padrão para as caixas de câmbio mecânico dos automóveis, pois mostra-se bastante eficiente na transmissão fixa de rotações elevadas e também por ser mais silenciosa, devido ao posicionamento “em hélice” de seus dentes, relativamente ao seu eixo. Por essas mesmas características é usada intensivamente em vários outros tipos de equipamento, como é o caso das máquinas gráficas, por exemplo.
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